quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dead Memories - Parte 5 / A enfermaria me ama.


Acordei quatro horas depois na enfermaria da escola. Bom, pelo menos era isso o que aparentava. Olhei para o lado e puder ver a enfermeira conversando com a diretora, de fato eu havia desmaiado.
Enquanto via a diretora deixando a enfermaria, milhares de pensamentos sobre o grupo de meninos começavam a perturbar minha cabeça. Não sabia o que eles estavam fazendo ali e, por mais que tentasse impedir que o meu ódio por eles crescesse ainda mais, não conseguia. O sentimento de mágoa sobre eles era maior que eu, maior que tudo nesse mundo.
Assim que a enfermeira me viu acordada, logo veio verificar como eu estava me sentindo.
- Estou bem. – garanti.
- Tem certeza? – perguntou ela.
- Sim. – menti.
Depois que a enfermeira finalmente se certificou (isso pela quinta vez) que eu estava “perfeitamente bem”, me levantei e sai da enfermaria. Olhei no relógio de parede do corredor do internato e ainda vi que eram apenas 11:45. “Pelo menos eu poderia ter desmaiado por mais tempo” pensei.
A cada passo que dava, fingia que nada tivesse acontecido. As pessoas que me viram desmaiando me perguntavam como eu estava e, é claro que eu sempre mentia dizendo que estava tudo bem. “Não tomei café-da-manhã. Comecei a passar mal e desmaiei.”, repetia a todos.
Depois de responder à mesma pergunta centenas de vezes até completar o longo trajeto que deveria fazer para chegar até a quadra em que teríamos a nossa aula de educação física, finalmente cheguei até lá.
- Você está bem? – Lauren, Annie, Samantha, Percy e Justin correram para perguntar.
- Estou bem. – disse eu, mas Percy sabia que não.
Enquanto tentava enganar meus amigos, os outros alunos da minha sala faziam uma roda em volta de mim para saber meu estado de saúde até que Percy me livrou de todo aquele interrogatório com um belo grito.
Me levando para longe do alcance de todos, o mesmo perguntou se eu realmente estava bem.
- Você sabe que não. – desabafei..
- Na fonte depois do jantar? – perguntou ele.
- Por favor. – respondi.
- Olha, só toma cuidado, ta? Não quero te ver pega. – disse ele.
- Você sabe que sou cautelosa. – garanti.
Na aula de educação física de hoje teríamos futebol e, como sempre, fui escolhida como atacante pelo resto do meu time.
Olhando para a arquibancada, pude perceber que Justin não tirava os olhos de mim nem por um segundo. Infelizmente, também pude perceber que as outras meninas da minha classe também perceberam.
De repente, parecia que eu estava no meio de um jogo de futebol americano porque do nada, todas as meninas queriam me acertar feio, fazer de mim um alvo para elas. Infelizmente, uma delas alcançou seu objetivo. Levei uma bela de uma cotovelada no nariz e como se é esperado, o mesmo começou a sangrar.
Estava estirada no chão me contorcendo de dor quando rapidamente fui socorrida por Justin, deixando Percy que também estava correndo para me ajudar comendo poeira.
- Eu a levo até a enfermaria – disse Justin ao professor.
Justin me carregou no colo até a enfermaria e, é claro que todas as outras garotas da instituição estavam me invejando por isso. Na real, não sabia o por quê, afinal, eu havia desmaiado há poucas horas e agora quase quebrado o nariz! Quem queria estar no meu lugar naquele momento? “Todas as meninas do internato” respondi para mim mesma. Lá no fundo, mesmo não querendo, eu sabia que o havia dito à mim mesma era verdade porque via os olhares invejosos e furiosos de todas as meninas que passávamos pelo corredor enquanto tentava controlar o sangue que escoria do meu nariz para a parte inferior do meu rosto.
Assim que entramos na enfermaria, que por sinal estava vazia (era bem provável que a enfermeira estava flertando com o senhor Palmer, o professor de sociologia, bem naquele exato momento), Justin me colocou em uma das camas disponíveis que haviam por lá.
- Você está sangrando muito, vou chamar a enfermeira. – disse ele, se apressando em sair da enfermaria.
- Não! – gritei.
- Eu volto já, é pro seu bem, eu garanto. – disse ele.
- Não, fica aqui comigo. – disse eu.
Justin sorriu ao ouvir o que eu tinha dito e se sentou num banquinho ao lado da cama em que eu estava.
- Posso segurar sua mão? – perguntou ele.
- Pode. – respondi.
Em um ato involuntário, fechei meus olhos. Pude sentir Justin mexendo nos meus cabelos. Nossa, como era bom... Já não o odiava mais. Na verdade, parei de odiá-lo assim que aquela noite estranha na biblioteca acabara e, por me lembrar daquele estranho “encontro ocasional”, também me lembrara do vulto que havia visto lá.
Senti meu corpo se arrepiando. Provavelmente Justin havia pensado que o motivo dos meus arrepios era o cafuné que ele estava fazendo em mim e por pura insegurança, o mesmo parou naquele instante.
- Por quê parou? – perguntei.
- Ahn... Não sei – disse ele.
Abri meus olhos e olhei no fundo dos dele.
- Obrigada. – agradeci.
- Pelo que? – ele perguntou.
- Por tudo. – respondi.
- Acho que ainda não fiz nada de tão grandioso pra merecer algum reconhecimento vindo da sua parte. – gesticulou ele.
Suspirei.
- Você tem medo de mim? – perguntei.
- Medo? Não, por quê? – estranhou ele.
- Você se sente tão inseguro perto de mim. Escolhe tão bem as palavras para falar comigo e nunca dá um deslize se quer. Quer que eu comece a desconfiar que você não seja humano? – brinquei.
- É que... Parece que você não gosta de mim e, bem... Eu gosto de você. Você não é como as outras, não fica perto de mim por eu ser o Justin Bieber: o famoso cantor canadense que tem mais de 24 milhões de fãs pelo mundo todo, mas sim por eu ser o Justin Bieber: o garoto novato que entrou no seu habitat. – disse ele, um pouco triste.
- Justin... – sorri – Eu gosto de você! Não como você quer, mas gosto... Não tenha medo de dirigir a palavra a mim ou de hesitar quando quiser dizer o que pensa. Vou aceitar todos os seus erros porque sei que ninguém é perfeito. Não quero ser amiga de máquinas. Quero ser amiga de pessoas de verdade, pessoas que amam, choram, erram e perdoam. Você me entende? – perguntei.
- Entendo. – Justin sorriu – E fico feliz por estar sendo sincera comigo.
Sorri de volta.
- Bom... Já que estamos sendo sinceros, quero te dizer uma coisa. – disse ele.
- Claro. – hesitei.
- O Percy parece gostar muito de você. – disse ele.
- Não parece, ele gosta. Somos melhores amigos. – informei.
- Não quis dizer gostar como amigo... Quis dizer gostar de verdade, sabe? Vejo como ele te olha. Sou homem, entendo muito bem dessas coisas. – disse ele.
- Ah Justin... Não acho que ele goste de mim, somos amigos há muito tempo, seria impossível que uma coisa dessas acontecesse.
- Bom, eu discordo... – disse ele.
- Suponhamos que seja verdade... De que isso te importa? Você tem namorada, sua bebezinha chamada Selena Gomez. – soltei sem pensar.
- Você não vê televisão? – perguntou ele.
- Aqui é meio que impossível, sabe? – informei.
- Nós terminamos na ultima premiação que a Nickelodeon promoveu. Acredita que só porque eu estava falando com a Jennette Mccurdy ela teve um ataque de ciúmes? Na premiação de cantora favorita do público em que ela ganhou, usou seu próprio discurso para me insultar. Ela me chamou de cafajeste e outras coisas que prefiro não comentar em rede internacional e é claro que eu fiquei furioso. Tivemos uma briga anteriormente sobre o mesmo assunto: ciúmes. Já estava farto disso, por isso tomei a iniciativa para terminar com ela. No dia seguinte, ela tacou fogo no seu jardim inteiro e colocou a culpa em mim e é claro que a imprensa caiu matando. Por este motivo, estou aqui. A mídia concluiu que eu sou um rebelde sem causa que precisa aprender a ser gente de verdade... Então aqui estou eu. – terminou.
- Nossa... – pasmei.
- Pois é. – disse ele. – Não pensei que acharia outra pessoa melhor que ela, mas acho que me enganei.
No mesmo segundo em que Justin terminou sua frase, olhou bem no fundo dos meus olhos e se aproximou.
- Justin, você me conheceu a menos de uma semana! Isso não é estar a fim, gostar e nem estar apaixonado! – surtei.
- Acredita em amor a primeira vista? – disse ele se aproximando para me beijar.
- Não. – virei o rosto.
Pela expressão de Justin, parecia que eu havia dado um banho de água fria no mesmo, que de repente se afastou de mim com uma cara triste e deixou a sala de enfermagem.
Depois de meia hora esperando que ele voltasse, a enfermeira voltou e cuidou de mim. De novo...
Depois do jantar, fui escondida até a fonte para me encontrar com o Percy. O jardim do West Hill era lindo à noite. Os pinheiros iluminados pelos postes de luz causavam uma paisagem inexplicável. Sem falar na fonte, que todos acreditavam realizar desejos.
Me sentei no banco que ficava em frente a fonte e esperei por Percy. Podia ouvir e ver as corujas me observando. Me distrai as encarando de volta e, por este motivo, me assustei com o “oi” inesperado de Percy.

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Respostas aos comentários:

Rozinhaa *-*-*: aaaah, obg! *o* rs, continuando.

Big Dream *-*: bem-vinda! *-* muito obrigada pelos elogios, haha! (se bem que o "divina" foi a mais. HUIASHIUAHISHUAHISUA xD) bjs nati.

Nayara Rodrigues: obg! essa vai ser a minha #IB que contém mais mistérios, atividades paranormais, etc e tal. :3

Letícia Tonin: bem-vinda! ((: fico feliz por estar gostando e acompanhando.

Suh e Moh: eaaai, tudo bom? ué, mas suspense e ansiedade andam tão juntos. HAUHAUAHUAHUA ç2

Leticia: vlw ;) então, a escrita dessa imagine tá mais formal porque eu queria que fosse mais parecida com um livro. kkk beeeeeijos.

Fim das respostas aos comentários!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Dead Memories - Parte 4 / O que eles estão fazendo aqui?!


300 beliebers seguindo o blog! *-*uhu.

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Na manhã seguinte, fui acordada por Winny falando ao celular. Além de aquilo ser uma baita inconveniência, também era proibido. Pensei em falar com algum monitor mas não era esse tipo de garota dedo-duro. Eu com certeza sou mais daquele tipo que não se importa com nada, nem em como ferrar com a vida da pessoa que você mais odeia nesse mundo. Em outras palavras, me considero um amor de pessoa, quase um anjo.
- Desliga esse celular! Podem te pegar! – exclamou Megan ao perceber que Winny estava usando o seu celular que escondera consigo nas férias de verão.
- Fica fria! Não vão. A não ser que a senhorita Alex fale pra alguém – disse Winny te olhando feio.
- Olha Winny, mesmo te odiando, você sabe que não sou esse tipo de garota. Mas quem garante que alguém não possa abrir a porta? – a questionei.
Assim que disse tais palavras, a porta se abriu. Winny escondeu rapidamente seu celular de baixo do seu travesseiro sem ao menos desligá-lo. Era o monitor do nosso corredor, aparentemente preocupado pela barulheira que estávamos fazendo logo de manhã..
- Meninas, ainda é cedo! Que gritaria é essa? – perguntou.
- Nada. – Megan e Winny se apressaram em dizer.
- Hm... – disse ele olhando para todo o perímetro do quarto com ar de desconfiado. – Bom, aparentemente não está acontecendo nada de irrelevante então, por favor, façam silêncio.
O monitor já iria deixar o quarto quando de repente, vozes abafadas vindas de baixo do travesseiro de Winny preencheram o silêncio repentino do quarto. A anta se esquecera de desligar, mas é claro que não a culpo, afinal: ela é loira.
- Que chiados são esses? – perguntou o monitor.
- Nada. – disse Winny com ar de culpada. Ela não sabia mentir. Pobrezinha...
- Seja lá o que for, está vindo do seu travesseiro e, se não me engano me parecem vozes abafadas. Por acaso não seria um aparelho celular, seria? – deduziu ele..
- Ai, quanta bobagem... Já dissemos que não é nada! – Megan se apressou em falar.
- Se não é nada, acho que não se importariam se eu desse uma olhada debaixo do travesseiro, não? – desafiou ele.
A expressão de Winny não foi à das melhores.
O monitor levantou o travesseiro de Winny com um ar sério e teve a certeza de suas suspeitas.
- “É proibido o uso de telefone celular ou fixo no internato West Hill, a não ser que a diretora (o) o conceda tal permissão” – recitou então, uma das muitas regras do internato – De quem é o celular?
Megan olhou para Winny e Winny olhou para Megan.
- Se o celular não tiver uma dona, as três irão para a diretoria! – exclamou ele.
- As três?! Como assim as três? Eu nem estou envolvida nisso! – rebati gritando.
- Envolvida ou não, as três iram para a diretoria! Começando por você loirinha de cabelos curtos. – disse ele apontando para Megan. – Vem, vamos.
Megan olhou para Winny com um ar de desesperto e Winny sem escolha, confessou ser a dona do celular.
- Nesse caso, queira me acompanhar mocinha. – disse ele.
Winny acompanhou o monitor até a diretoria e Megan, obviamente, me olhou feio.
- Feliz? – ela perguntou.
- Normal. – respondi.
- Megan, para de implicar com a Alex! – exclamou Rebecca, que acabara de acordar com nossos gritos.
- O que é Becky? Vai defender a lesada agora? – disse Megan.
- Só quero sossego. – disse Rebecca. – Você sabe o quanto eu acordo de mau humor por ser acordada no meio do meu sono de beleza!
Não me importei muito com o fato de Rebecca ter me “defendido”, afinal, ela só era legal comigo ALGUMAS vezes. Não iria impor muitas expectativas nela porque ela era a melhor amiga de Winny e é claro que eu estou com pouca vantagem nessa situação. Quem me garantia que Rebecca não falasse mal de mim pelas costas?
- Que horas são? – perguntei.
Nenhuma resposta, ignorada completamente.
- Obrigada. – ironizei.
Peguei meu celular e vi que o despertador iria tocar daqui 2 minutos. “Não acredito que por causa da bruxa da Winny, acordei bem mais cedo do que deveria”, reclamei em pensamento.
Deitei na cama e esperei os 2 minutos passarem, o que não demorou nem um pouco.
Assim que o despertador tocou, todas fizeram suas respectivas rotinas de higiene, se trocaram, arrumaram suas coisas e foram para a sala que teriam sua primeira aula.
Antes de me dirigir até a minha sala, passei pelo corredor da diretoria por mera provocação e como o planejado, dei de cara com Winny.
- A praga que você me jogou se concretizou, né sua vadia?! – cuspiu ela.
- Olha aqui sua... – me calei.
“Que ótimo” pensei. “Por questão de segundos, quase me rebaixei à um nível baixo que o inferior”.
Devido aos gritos desnecessários de Winny, a diretora saiu de sua sala e com um simples olhar de “calem a boca!”, nos calamos. Retomei o meu caminho à minha sala e Winny foi equivocada para entrar na sala da mulher que mandava no internato.
Comecei a andar pelos corredores em busca da minha sala quando de repente trombei com alguém.
- Me desculp... – me interrompi. – Ah, é você. – disse com um ar brincalhão.
- Haha. Ei, pode-me dizer onde fica a sala 23? – perguntou Justin Bieber.
- Você está na sala 23? – perguntei surpresa.
- Sim... Por isso perguntei por ela. – disse ele.
- Eu estudo lá, minha primeira aula é lá. Você por acaso não está na minha sala, está? – perguntei desconfiada.
- 1ºB? – perguntou ele.
- Sim. – respondi.
- Prazer, sou seu novo colega de classe. – disse ele estendendo a sua mão direita.
- Aff. – o deixei no vácuo. – Como se não bastasse ter cruzado com você na biblioteca em uma situação BEM estranha, agora vou ter que dividir o meu ar limitado por quatro paredes e uma minúscula janela com você? – brinquei.
- Nossa tudo isso é amor? – ele perguntou.
- Sonha. – respondi.
Dei as costas à Justin e voltei a caminhar. Pude ouvi-lo me seguindo.
- Pare de me seguir! – exclamei.
- Ué, você não me disse onde ficava a sala 23, então decidi te seguir até lá, afinal, você também vai pra lá e, se preferir, continuo andando atrás de você como um louco psicopata em vez de andar ao seu lado como uma pessoa normal faria. – disse ele, se explicando.
- Ótimo. Não te quero ao meu lado. Se quiser, me siga. Só não garanto que vai conseguir. – disse eu provocando-o.
Num ato de maldade, comecei a correr. Só não esperava que Justin corresse tão rápido quanto eu. Assim que passei pela porta da sala 23, ele agarrou o meu braço.
- Eu sempre, SEMPRE, consigo. – disse ele.
- Onde está o “modesta à parte” desta frase? – perguntei.
Quando Justin ia responder, o professor de latim (sim, latim.) me deu uma bronca.
- Senhorita atrasadinha, além de chegar a essa hora fica conversando na porta da sala de aula ao invés de se sentar logo e começar a estudar? – exclamou ele.
- Engraçado que o senhor não deu bronca no JUSTIN BIEBER. – me preocupei bastante em enfatizar o nome do fulaninho.
- O senhor Bieber é novato na nossa instituição, portanto por hoje, apenas por hoje, aceitarei seu atraso. Como você não é nenhum pouco nova aqui, seu atraso é indesculpável. Não tente me provocar mocinha. – chiou ele.
Bufei em resposta e fui me sentar. Justin pediu desculpas ao professor e também foi se sentar. Ele se sentou a exatamente duas carteiras atrás de mim e, logo foi abordado por meninas e meninos que estavam ao seu redor. Bufei outra vez.
Depois que a aula acabou, conclui que o professor havia dado uma aula até que interessante hoje. Digo, não foi uma aula “normal”. Ele havia nos mostrado e explicado algumas maldições, religiões e cultos satânicos que envolviam oferendas, velas e, é claro, pessoas dementes da época em que o latim era essencial na vida de todos. Não sabia se aquele tipo de aula era permitido no internato porque até o nosso professor checava o vitror da nossa porta a cada 10 segundos.
“Que seja” pensei. “Tenho coisas mais importantes para pensar”.
Quando o sinal bateu, me levantei e caminhei até o meu armário. Iria começar a pensar novamente sobre a estranha aula de latim de hoje quando algum idiota fechou meu armário com força. Ah sim, o idiota do Justin Bieber.
- Se assustou? – perguntou ele.
- Me assustei com essa assombração na minha frente que parece que tenho que agüentar a todo instante. – disse eu.
- Nossa! Ou você me odeia, ou você é bipolar. – comentou ele.
- Bipolar? Por quê? – perguntei.
- Ué, às vezes você brinca comigo deixando escapar alguns sorrisos que ainda não consegui classificar em falso ou verdadeiro e às vezes você me ignora, me maltrata. – disse Justin. – O que mais posso pensar?
- Hm... Bom, eu não te odeio. – informei.
 - Eu sei. Até porque não conseguimos odiar a pessoa que amamos e, antes que diga alguma coisa, eu vejo nos seus olhos. Afinal, quem não ama Justin Bieber? – se vangloriou ele.
- Muita gente, só você que não consegue enxergar. Aqui no internato, por exemplo, existem muitos. Apenas estão sendo falsos com a sua chegada porque você é famoso. – disse eu, curta e grossa.
- É, me ama. – disse ele, sorrindo.
- Você adora me irritar, não? – perguntei.
- Sim. – disse ele.
- É, percebi. – disse eu.
- Que aula a gente tem agora? – perguntou ele.
- Aff, vai ficar me acompanhando agora? – respondi.
- Ué, você não tem amigos, estou te fazendo um favor. – disse ele.
- Quem disse que não tenho? Aliás, um deles está vindo para cá nesse exato momento. – disse eu, avistando Percy.
- Oi Percy – o cumprimentei com um abraço e um beijo na bochecha.
- Oi minha boneca. – disse ele, retribuindo.
- Ahn... Nem preciso te apresentar a figura, né? – disse eu, apontando para o Justin.
- É claro... Ahn, oi. – disse Percy, cumprimentando Justin.
Quando os dois iriam começar a tentar progredir com a conversa de beisebol que surgiu de repente, o rumo dos olhares deles e do meu foram direcionados à um grupo de meninos. Eles eram extremamente brancos e aparentemente muito fechados e sérios.
- Quem são eles? – perguntou Justin.
- Nem nós sabemos. – respondeu Percy.
Continuei encarando o grupo enquanto eles passavam e por de repente, fiquei com uma grande vontade de vomitar ou desmaiar. Eram eles...
- São eles, Percy. – disse a Percy.
- Eles quem?
Acompanhei-os com meus olhos até irem embora.
- Os bêbados que mataram meus pais.

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Respostas aos comentários:

*Imagine Belieber*: rsrsrs, obrigada. *-*

Isadora: vlw! ;)

Nayara Rodrigues: essa nem tinha sido a ideia central da nova IB mas acabou que aconteceu e progrediu, então... rs, obrigada! *-*

мєиiиα รєdυтσяα dяєwziинα biєbє: jura? hahahaha.

Fim das respostas aos comentários!

sábado, 26 de maio de 2012

Dead Memories - Parte 3 / Você viu o mesmo que eu vi, Justin?


- Foi mal. – disse Justin.
- Não, foi péssimo. – disse eu, fazendo um mal uso da minha suposta arrogância.
- Já pedi desculpas! – ele retrucou.
- “Foi mal” não são desculpas. – retruquei de volta.
- Então é o que? Um jeito de pedir comida japonesa? – ele revirou os olhos.
- Ah, cala a boca. – respondi.
- Nossa, que menina ignorante! Vai dormir, seu mal é sono. – disse ele com raiva.
- Olha quem fala. “Oi, eu sou o Justin Bieber e me acho no direito de roubar os potes de gelatina dos outros!” – tentei imita-lo.
- Ah, então era você? Olhe, eu não queria ter pegado primeiro que você. Eu simplesmente não a vi e, depois que a capturei com meus olhos, já era tarde. Te perdi no meu da multidão. – explicou ele.
- Não importa. Você passou por mim exibindo-a. – comentei.
- Não, você está entendendo tudo errado! Estava tentando te achar! Mas confesso que nem me recordava mais do seu rosto. – completou.
- Ta, finjo que acredito. – indaguei.
- Nossa. Por que mentiria sobre essa tamanha estupidez? – disse ele.
- Porque vocês famosos sempre são assim. Na televisão mentem que se adoram, nas parcerias para música também e é claro que nem preciso comentar dos políticos né... – disse eu.
- Não sou que nem eles. – disse ele.
- Realmente! Você é bem pior, senhor astro pop. – disse eu.
- Quer saber?! Deixe pra lá. Estava tentando ser legal com você porque percebi que foi a primeira pessoa que realmente falou comigo sem o mínimo de interesse. Mas de que adianta ser legal com uma pessoa que te odeia e te recebe com uma puta ignorância? – perguntou ele com a mínima intenção de ouvir uma resposta.
Justin estava prestes a me dar às costas quando me apressei em chamá-lo para tentar minimizar a discussão.
- Olha, me desculpe. Vi você sendo ignorante com todo mundo e pensei que seria assim com todos os outros que falassem com você. – me redimi.
- Só fui ignorante com aquelas pessoas porque queria me afastar da falsidade delas. – comentou Justin.
- Entendi... Ah, e não te odeio... Só não te curto muito. – informei.
- Ah, bom saber que você não me odeia, só não gosta de mim. – disse ele.
- Não, você não entendeu. Olhe, sou meio complicada, iria ser uma perda de tempo me decifrar. – comentei.
- Eu não recusaria uma oportunidade dessas. – disse ele.
- De me decifrar? – perguntei.
- Claro, adoro um quebra-cabeça. – disse ele.
- Pois esse quebra-cabeça está em falta com algumas peças. – disse eu.
- Bom, ainda sim adoraria aceitar o desafio. – disse ele.
- Bom, você poderia começar me levantando do chão. – disse eu.
- Certo. – disse ele.
Justin estendeu seu braço direito e te ajudou a se levantar.
- Melhor a gente sair do corredor, se algum monitor nos pegar, vamos estar fritos. Não quer uma advertência logo no seu primeiro dia, quer? – perguntei.
- Claro que não. – disse ele, sem se importar muito para o que eu dissera.
Olhei para seu rosto como quem dizia para me seguir e entrei na biblioteca. Sabe aquelas bibliotecas enormes, que nem as dos filmes? Era assim a nossa. Existiam milhares de colunas de livros que preenchiam o perímetro do lugar.
- Aqui tem um clima bacana. – disse ele.
Não dei ouvidos. Fui à procura do meu clássico preferido, Alice no País das Maravilhas, livro que minha mãe lia pra mim quando era bem pequena, uma criançinha.
- Quer ajuda na sua busca? – perguntou.
- Se estiver disposto a ajudar... – perguntei.
- Estou me oferecendo, não estou? – perguntou.
- Vamos mesmo começar a responder a pergunta um do outro com outra pergunta? – perguntei.
- Você não acha divertido? – perguntou.
- Você não acha meio irritante? – perguntei.
- É... Vamos parar. – ele riu.
Disse ao Justin que livro queria e em questão de minutos ele o achou.
- Ué, como? – perguntei.
- Como o quê? – perguntou.
- Achou o livro tão depressa? Aqui tem milhares e milhares de livros... – informei.
- Ahn, digamos que é um dom. Sempre fui muito bom em achar coisas, fazia muito caça-palavras e jogos de 7 erros quando era pirralho. – disse ele.
Tive que rir. Enquanto conversávamos e nos conhecíamos melhor, ouvimos passos vindo do corredor.
- Ouviu isso? Melhor nos escondermos! – disse ele.
Concordei com ele no mesmo segundo e rapidamente fomos para trás de uma coluna de livros. Ouvimos a porta ser escancarada. Senti um calafrio por todo o meu corpo. Quando Justin ia sussurrar algo no meu ouvido, pudemos sentir a tal presença se aproximando. Prendi a minha respiração ofegante e, involuntariamente segurei a mão de Justin. A presença parecia estar se recuando e quando ela estava prestes a atravessar a porta de entrada por onde iria sair, me vi me jogando na frente de Justin por puro impulso (cobrindo a visão do mesmo) para ver o quem era. Vi uma menina com um longo vestido branco e com um enorme cabelo liso e preto. O mais assustador é que não vi os pés dela, mesmo tendo os procurado.
Outro calafrio.
- Vo-você viu? – gaguejei.
- Não, você entrou na minha frente, sabe... – disse ele.
- Eu-eu quero ir embo-bora. – informei.
Justin percebeu que eu estava tremendo.
- Quer que eu te leve até seu quarto? – perguntou.
- E vo-você ainda pergunta? – mais um gaguejo.
Justin segurou a minha mão e me guiou até o meu quarto. Não conseguia andar. Percebendo, Justin me deitou na cama e me cobriu, não esquecendo de me dar um beijo na testa.
- Boa noite. – disse ele, deixando o quarto.
Estava em choque, a única coisa que pude fazer foi tentar dormir, e é claro que antes disso, não pude deixar de perceber Winny me encarando.

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Respostas aos comentários:

Isadora: Obrigada, haha. Bom, teve sua resposta previsível. ><

Nayara Rodrigues: Poisé, kkk. Ainda chegará nossa vez! õ/ "QUEM É WINNY NA BALADA? NINGUÉEEEEEM" KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK MORRI VELHO.

Aos outros comentários: Estou continuando, rsrs. *-*

Fim das respostas aos comentários!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dead Memories - Parte 2 / O novo residente.

Na manhã seguinte, acordo quando o despertador rosa da cabeceira de Winny marca 6 horas em ponto. Apesar da preguiça matinal, me levanto rapidamente. Vendo-me levantar, Rebecca me dá bom dia.
- Bom dia – estranho.
- Não fale com ela Beck! - dispara Winny enquanto retira a venda dos seus olhos que a mesma usa para dormir - Ela não merece nem a saliva que você usa para pronunciar as palavras.
- Ah, vejo que a miss simpatia também acordou. – digo enquanto caminho até a minha parte do armário, abro-a, pego meu uniforme e me dirijo até o banheiro para vesti-lo. Nosso uniforme é preto e cinza, composto por quatro peças: uma saia xadrez mesclada em tons de cinza, uma camisa branca, um blazer preto e uma gravata quase cinza, quase preta. Típico de instituições rígidas e chatas.
Quando saio do banheiro, quase sou esmagada por uma manada. Já viu garotas brigando pelo último par de brincos de uma loja chique que entrou em liquidação? Nem eu, mas assim como vemos nos filmes, a mesma situação se repete fora das telonas por coisas comuns e cotidianas como quem será a próxima a usar o banheiro.
Quando você faz sua matrícula no West Hill para ter aulas em período integral, além de estudar as matérias obrigatórias você também estuda as matérias opcionais que escolhe quando faz sua matrícula. As aulas são comuns, nada de especial. Temos aulas de culinária, aulas de pintura, aulas de costura, aulas de etiqueta, aulas de dança de salão, aulas de música (juntamente com o coral), esportes em si e plantões de dúvidas para cada matéria. Cada aluno tem direito a seis aulas. As minhas são: pintura, costura, dança de salão, música, esportes em si e os plantões de dúvida. Apesar da mensalidade satisfatória, não acho que a instituição seja rica a ponto de oferecer tantas vantagens aos alunos sem receber nada em troca. 
Doadores. São eles que fazem West Hill funcionar. Pais ricos de alunos esnobes que doam uma certa quantia para a instituição em forma de gratidão ao que ela fez ou está fazendo com seus filhos. Na cabeça dos pais, seus anjinhos irão aprender uma importante lição de vida no período em que se mantiverem lá. Mal sabem que essa lição nunca foi e e nunca será aprendida pelos seus monstros domesticados que, assim que completam um ano no West Hill, pegam seus trapos e vão embora sem ter levado nenhum ensinamento consigo. 
Em meio aos meus pensamentos, algo me faz voltar a vida real: os gritos de Megan voltados para Winny para usar logo o banheiro. 
Procuro visualmente os meus sapatos pretos que fazem parte do uniforme, os acho, os calço, pego minha mochila e corro para o laboratório de ciências, lugar onde teria a minha primeira aula do dia. Infelizmente estou novamente atrasada. Assim que chego ofegante no laboratório, sou recebida por uma calorosa saudação da professora.
- Que bom que veio Alex. Jurava que ia matar aula. Que bom que não vamos ter que repetir nossa conversinha de sexta feira passada, não é mesmo? Aliás, estou surpresa por você ter chegado atrasada hoje. – diz ela com o tom mais sarcástico que possui. – Por conta do seu atrasado, ficará sem par para a experiência em dupla que iniciamos a 5 minutos atrás. Aproveite o trabalho extra que terá, afinal, não sobrou nenhum parceiro para você.
- Que sorte a minha. – comento enquanto procuro um balcão disponível para inciar a minha futura experiência fracassada. O único balcão disponível é o último, então me direciono até ele em silêncio concluindo a mim mesma o quanto não entendendo absolutamente nada de biologia. Assim que me sento em um dos bancos, o equipamento sonoro da instituição é ligado. Parece que hoje teremos comunicados da diretora. Eu, particularmente, nunca presto atenção neles pelo simples fato de serem totalmente bobos. "Hoje teremos pão de batata na cantina", "após usarem o banheiro, deem descarga", "lavem as mãos, muitas bactérias são transmitidas por um inocente aperto de mão"... Enfim, desnecessários e tolos. Como de costume, não presto atenção no comunicado e, em vez disso, dou uma atenção especial ao microscópio. Após alguns minutos, noto que as pessoas da minha turma estão diferentes. Todos estão pasmos. As meninas estão soltando gritinhos estéricos enquanto sorriem de uma maneira que jamais vi antes. Já os meninos parecem não acreditar no que ouviram, parecem não ter gostado do que ouviram, parecem nervosos com a situação. Não me contendo, pergunto a minha colega de classe do que se tratava o comunicado e ela me responde de uma maneira incompreendível.
- O... O... Ele vai estudar aqui! A-aqui! No West Hill! – berra a garota.
- Ah, obrigada. – dou um meio sorriso.
“Tudo bem” penso. “Depois pergunto aos meus amigos o que era”.
Depois que as primeiras aulas se passam, todos se dirigem até o refeitório para almoçar. Junto com meus amigos, enfrento a fila da cantina. Quando minha vez chega, me sirvo. Sempre achei algumas pessoas do internato estranhas, mas hoje estava as achando estranhamente pior! Algumas meninas me olhavam com algum tipo de expectativa para o que eu iria fazer enquanto me servia. Também percebo que as mesmas estão abafando seus gritos e, por incrível que pareça, as minhas amigas estão fazendo o mesmo que elas. Apesar de achar tudo aquilo muito estranho, não pergunto nada a ninguém. Em vez disso, sigo com a fila até chegar na sobremesa do dia. Gelatinas. Não, a última gelatina. Sem pensar duas vezes estico meu braço para pega-lá antes de alguém, mas infelizmente não alcanço meu pequeno objetivo do dia. O que eu temia acabara de ter acontecer, alguém a pegou primeiro. 
- Ei! Essa gelatina era minha, que falta de educação! Você por acaso não viu eu esticando meu braço para pegá-la?! – disparo enquanto encaro a gelatina sendo levada de mim. Sem receber uma resposta ou uma simples satisfação, a pessoa que havia a pegado me dá as costas e é levada pela multidão. Não sei onde enfiar a cara, não sou de fazer barracos. Sem opções, finjo que nada aconteceu e tomo meu rumo para a mesa mais próxima. Felizmente, a mesma não demorou para ficar "lotada". 
- Gente, vocês viram a merda que eu acabei de fazer ali na fila da cantina? - pergunto.
Sem resposta.
- Gente? - pergunto enquanto sou ignorada mais uma vez. Parece que minha presença nem foi notada porque meus amigos conversavam entre eles sobre um assunto do qual eu não tinha nenhum conhecimento.
- Você viram o que eu vi?! – agita-se Annie.
- Siiiiiiiiiim! Ai meu Deus, acho que estou apaixonada! – diz Samantha.
- Posso jurar que ele olhou no fundo dos meus olhos quando estávamos pegando a carne misteriosa um do lado do outro! – comenta Lauren.
- Ah sim, como se só você estivesse em cima dele na fila da cantina, não é Lauren? Isso não passa de uma ilusão sua. – zomba Annie.
- Como vocês conseguem gostar dele? Que problema vocês tem? Ele não passa de um filhinho de papai cheio de grana no bolso! – indaga Percy, aparentemente irritado.
- Ui, tudo isso é inveja? – pergunta Samantha.
- Antes fosse. Tenho tudo o que aquele garoto tem. – comenta Percy.
- Até onde eu sei, você não tem uma Ferrari e um Opala. – debate Lauren.
- Tá, não tenho, mas de resto... - continua Percy.
- Tudo bem, não chore. Sei que é difícil para você ver todas as meninas que antes babavam por você, babando por ele agora. – brinca Annie.
- ELE QUEM? – pergunto gritando para todos, não suportando mais ser excluída da conversa.
- Não acredito que você ainda não sabe quem começou a estudar aqui hoje! – se surpreende Lauren.
- Pois é, me julguem mais tarde por isso, mas agora vocês podem por favor me dizer quem é essa pessoa da qual vocês tanto falam? – imploro por uma resposta.
- Nada mais, nada menos que JUSTIN BIEBER! – informam-me em coral.
- Jura?! Isso é sério? – pasmo.
- Nossa, da onde surgiu tanto interesse? – pergunta Percy.
- Para de ser idiota, não é nada disso que você está pensando! Apenas estou surpresa, afinal, o que um astro da música pop veio fazer nesse fim de mundo? Que diabos ele aprontou a ponto de seus pais o enviarem para um internato? Terminar seus estudos logo aqui, sendo que há tantas outras instituições? – faço todos refletirem. 
- Não tinha pensado nisso... – comenta Annie.
- Em todo o caso, aposto todas as minha fichas que foi o fulaninho que roubou minha gelatina. O cabelo de mauricinho é o mesmo. – recordo-me do cabelo da pessoa e comparo: idênticos. 
- E por falar nele, olha ele vindo para cá. – informa Lauren, tentando conter sua alegria. 
Me viro para vê-lo. Justin anda com dificuldade (devido a multidão) até a última mesa, a mesa do time de beisebol, acompanhado por todo o time do esporte número 1 de West Hill e por todos os populares da instituição. "Idiota" penso.
Depois de acompanhá-lo com os olhos até o mesmo se sentar na mesa, volto minha atenção para o meu prato. Mal tinha tocado na comida. 
Era insuportável ter que ver Bieber sendo o centro das atenções. Todos queriam conversar com ele, tocar nele, ser amigo dele. Por mais que ele seja mal educado, egoísta e esnobe com todo mundo, as pessoas sentiam necessidade de serem notadas por ele. Necessidade de deixarem de ser inferiores a ele por um segundo.

Mais uma vez sou despertada dos meus pensamentos. Obrigada sinal. Depois do almoço, o dia passou rápido. Quando deu a hora de se recolher, ainda estava no banheiro principal do ultimo andar.
“Rápido, vamos. Andem logo!” era o que se podia ouvir dos monitores dos corredores enquanto apressavam os alunos.
Não queria ir dormir. “Talvez possa passar um bom tempo na biblioteca lendo um livro”, pensei.
Enquanto pensava no que iria fazer e em como iria driblar os monitores, escovava meu cabelo. Sentia falta de quando minha mãe fazia aquilo. Ela o escovava tão calmamente, tão serenamente. Quando punhas as mãos nas minhas costas, me dizia a mesma frase encorajadora: “Você está destinada a coisas grandes”.
Fiquei me olhando por algum tempo no espelho e conclui o que pra mim já era fato: Como sou feia! Como alguém nesse mundo um dia se interessaria por mim?!
Tudo bem, estava blefando. Gostava de ouvir das outras pessoas o quanto elas me achavam bonita. Aquilo me reconfortava.
Quando terminei de pentear meus cabelos, pus meu plano em prática. Quando sai do banheiro, dei uma rápida corrida até o outro corredor. Ainda faltavam dois até a biblioteca. Tentei não me preocupar, mas confesso que a adrenalina estava me consumindo. Adorava correr um perigo ali, uma fugidinha lá... Me considerava uma aventureira. Quando consegui passar os dois corredores que faltavam, fui atingida por uma massa cinzenta na porta de entrada da biblioteca. Minha primeira preocupação nem foi a de estar jogada no chão, mas sim o barulho que a queda provocou. 

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Respostas aos comentários:

Isadora: EU SABIA QUE NENHUMA BELIEBER HAVIA LIDO UMA IB PASSADA NUM INTERNATO MUAHAHAHAHAHAHAHAHA e_e

Natalia A.: bom, eu pronuncio como "uésti riu", mas daí vai da pessoa. ;) e obrigada pelo elogio.

Biia: ai desculpa >< devo ter te pulado sem querer, sou meia desatenta. D: muito obrigada!

Anônimos: MUITO OBRIGADA pelos elogios! ç2 e sim, fui eu que fiz o design do blog, na verdade, foi a minha primeira montagem. huahua fico feliz que gostaram. ((:

Nayara Rodrigues: hahaha, é eu tinha sumido mas agora voltei pra ficar! só não postei antes porque ainda não tinha o número de comentários que pedi. to com 4 partes da nova #IB adiantadas! hahaha. to animada com essa imagine, fico feliz por você ter gostado! sua linda. :D

Fim das respostas aos comentários!